CBH Piracicaba participa da primeira fase de programa de monitoramento hídrico no Quadrilátero Ferrífero-Aquífero
Postado em: Notícias
Por: CbhAdministrador202109 0 Comentário
Os municípios de Catas Altas e Santa Bárbara, localizados na região do alto curso da Bacia do Rio Piracicaba, foram palco de uma iniciativa inédita que reúne ciência de alta tecnologia e participação comunitária em prol da segurança hídrica. Entre os dias 24 e 27 de março, foi realizada a primeira fase do Programa Geoparticipativo de Monitoramento Quali-Quantitativo dos Recursos Hídricos no Quadrilátero Ferrífero-Aquífero (MG).
Esta etapa inicial, caracterizada como campanha de reconhecimento, contou com a participação do vice-presidente do CBH Piracicaba, Geraldo Magela Gonçalves (Dindão), que acompanha a implantação do programa em toda a bacia desde 2024.
O ponto de apoio das atividades foi o complexo do Santuário do Caraça (RPPN do Caraça), parceiro do projeto e instituição da sociedade civil que, originalmente, apresentou a demanda por estudos voltados à investigação das possíveis causas da redução da disponibilidade hídrica observada na região da Fazenda do Engenho, situada na bacia do córrego do Engenho, na porção baixa da reserva.
Segundo Dindão, a proposta vem sendo construída desde o ano passado, quando foram realizadas ações demonstrativas com conselheiros do CBH Piracicaba e do CBH Doce, também na RPPN Caraça.
O programa está estruturado em dois eixos principais. O primeiro é o monitoramento qualitativo, voltado à análise físico-química dos sedimentos dos rios por meio de técnicas avançadas, como espectroscopia no infravermelho, difração de raios X, espectroscopia Raman, espectroscopia Mössbauer e análise por ativação neutrônica. Essas ferramentas permitirão identificar a “impressão digital” dos sedimentos e rastrear alterações hidroambientais com elevado rigor científico.
O segundo eixo é o monitoramento quantitativo, que consiste na medição da vazão de corpos hídricos superficiais por meio de traçadores salinos — metodologia de baixo custo e de fácil replicação, possibilitando maior envolvimento das comunidades locais no acompanhamento dos recursos hídricos.
O programa é coordenado pelo geólogo e professor de pós-graduação Paulo Rodrigues, do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), onde serão realizadas as análises de sedimentos e o geoprocessamento. O pesquisador também integra o grupo EduMiTe (Educação, Mineração e Território – UFMG).







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